Mostrando postagens com marcador CONSISTÓRIO DOS PRÍNCIPES DO REAL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CONSISTÓRIO DOS PRÍNCIPES DO REAL. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Grau 32: Sublime Cavaleiro do Real Segredo / Soberano Príncipe da Maçonaria

Este Grau, pertencente à série dos chamados Graus Administrativos, tem conotação militar; portanto, características Templárias.
A Lenda do Grau 32 remonta à formação de um exército para reconquistar Jerusalém e lá edificar o quarto Templo, já que os três anteriores haviam sido profanados e destruídos. As forças reunidas deveriam estar acantonadas em Nápoles, Malta, Rodes, Chipre e Jafa. Os combatentes seriam reunidos e postos em marcha mediante o ribombar de um tiro de canhão desfechado pelo comandante. Esta lenda tem origem no Rito de Heredon, mais precisamente no Grau 25.
O Grau 32 é uma espécie de condensação e recapitulação de todos os Graus precedentes, numa espécie de preparativo para o 33º e último Grau do Rito Escocês Antigo e Aceito. Segundo Rizzardo da Camino, a finalidade do Grau 32 é formar homens mais iluminados, mais fortes, que aspirem a trabalho individual, dirigido ao bem comum.

1 - O Painel do Grau

Cabe um ligeiro comentário sobre o Painel do Grau do Sublime Cavaleiro do Real Segredo, Soberano Príncipe da Maçonaria, que enfeixa Símbolos representativos de todos os Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, representando o Acampamento, o qual é detalhado pelo Orador, durante o Cerimonial de Iniciação ao Grau. Trata-se de um eneágono que circunscreve um heptágono, que por sua vez circunscreve um pentágono, no qual está inscrito um triângulo com um círculo no meio e uma Cruz de Santo André no centro deste. É um grupo de seis figuras geométricas concêntricas. Em cada face das figuras geométricas apresentadas encontramos Símbolos representativos dos diversos Graus do Rito Escocês Antigo e Aceito, conforme abaixo:

Em cada face externa do eneágono há uma tenda com uma bandeirola e, nos ângulos do mesmo, uma bandeira maior. Cada tenda representa um acampamento completo e é ocupada pelos Maçons dos Graus 1 ao 18, ou sejam: as Lojas Simbólicas, as Lojas de Perfeição e os Capítulos. Quanto ao heptágono, antigamente representava o acampamento dos Príncipes do
Líbano. Nos Rituais atuais fica vazio. Em cada ângulo do pentágono há uma bandeira que representa o acampamento do Conselho de Kadosh, Graus 19 e 30.
No círculo acampam os Grandes Inspetores Gerais e, no centro deste, na intersecção dos braços da cruz de Santo André, fica a tenda do Soberano Grande Comendador.


2 - Decoração do Templo para o Grau 32

O Templo do Consistório dos Sublimes Cavaleiros do Real Segredo, Soberanos Príncipes da Maçonaria, é forrado de cor púrpura. Sobre o Altar dos Juramentos, que também é forrado de púrpura, estão o Livro da Lei, o Livro das Constituições, um tríplice triângulo dourado. No centro do Templo está o Painel do Grau que representa o acampamento, acima sucintamente descrito. O Trono fica no Oriente sob um Dossel de cor púrpura e sobre sete degraus. Também no Oriente fica a Cripta, com as nove representações dos avatares da humanidade.
Segundo alguns autores, o Templo é forrado de negro, entremeado de lágrimas, esqueletos e ossos bordados de prata.

3 - Visão Panorâmica da Iniciação

Após a introdução dos Neófitos no Templo o Orador relata aos mesmos a Lenda do Grau e todas as disposições e o significado das tendas e seus componentes, bem como os significados cabalísticos dos Graus precedentes que são explicados em resumo, para em seguida introduzir os Neófitos na Cripta. Atrás do Trono, ao fundo do Templo encontra-se a Cripta, isolada por um véu. Dentro dela há nove Colunas com cerca de um metro a um metro e meio de altura, encimadas pelos bustos das figuras que compõem a Cripta, a saber: Confúcio, Zaratrusta, Buda, Moisés, Hermes de Trimegisto, Platão, Jesus e Maomé. Na nona Coluna, que fica no centro, há uma estrela que simboliza o Amanhã, e que representa os avatares futuros de todas as crenças e esperanças da humanidade.
Cada um dos nove personagens faz uma breve preleção aos Neófitos, com profundo conteúdo filosófico e esotérico. São as vozes da sabedoria do passado e a intuição do futuro. Após, há um breve diálogo invocando os Graus 30 e 31, terminando com pinceladas sobre a moderna psicologia, quando são referidos os pais da mesma, Emerson, Willian James e Maeterlinck. Seguem-se o Juramento do Grau e o encerramento da Sessão.


4 - Insígnias Utilizadas pelo Grau 32

O Avental é de cor branco forrado e orlado de vermelho e debruado de franjas douradas tipo galão. No corpo do Avental está bordado o quadro síntese do painel do Grau 32. Na abeta está bordada uma cruz teutônica em vermelho e orlada em ouro e ladeada por dois grupos de três bandeiras, azuis, vermelhas e douradas, duas de cada cor, lado a lado. Encimando este
Símbolo há um olho sobre fundo radiante.
O colar é preto e orlado de prata. Tem bordada uma cruz teutônica com uma águia bicéfala no centro. O forro é vermelho e apresenta uma cruz teutônica de cada lado. Do colar pende a Jóia que é uma cruz teutônica dourada com uma águia bicéfala em seu interior, com as garras segurando uma espada e com triângulo no peito, onde se inscreve o número 32.
O Presidente do Consistório usaria um uniforme real em seda vermelha. Porém, atualmente, os Rituais preconizam o traje maçônico comum completo, ou seja, terno preto e luvas brancas.


*
*    *

Grau 31: Grande Juiz Comendador

O 31º Grau ou o primeiro do Consistório dos Príncipes do Real Segredo, também conhecido por Inspetor Inquisidor Comendador ou Inspetor Inquisidor, é um Grau nitidamente religioso, com reminiscências no Livro dos Mortos da cultura egípcia. Apesar de ser considerado um Grau Administrativo, não tem nada disso, sendo na realidade, como veremos, de conteúdo esotérico, conservando uma doutrina gnóstica. Após a abertura ritualística dos Trabalhos, ouve-se lá fora o som de uma trompa, fazendo com que o Verdadeiro Conde (Presidente do Tribunal) determine ao Preboste que faça a verificação do que se passa.
Trata-se de Cavaleiros Kadosh (Grau 30) que pretendem ser recebidos no Tribunal da Santa Veheme para buscar justiça e para dele participarem.
Os Cavaleiros Kadosh queixam-se da situação da Ordem dos Templários e do assassinato de Jacques de Molay, sendo então admitidos no recinto do Tribunal da Santa Veheme. Segue-se um diálogo sobre o tema crimes judiciários, sendo mencionados inúmeros personagens no decorrer da conversação, dentre eles: Comendadores D'Aumont e Harris, Alberden, Walter de Clifton, Roberto Bruce, Larminius, Clemente V, Joana D'Are, João Huss, Savonarolla, Giordano Bruno, Vanine, Etiene Bolet, Calas, La Barre, Carlos Magno, Oton, Frederico II, Henrique IV, Gregório VII e outros. Falam-se ainda nos Tribunais Malditos — a Santa Inquisição, o Tribunal de Sangue da Holanda, a Câmara Estrelada da Inglaterra e os Tribunais Revolucionários da França. É ressaltada a injustiça dos crimes judiciários, como os crimes contra a liberdade de consciência, de pensamento e crimes políticos, deixando-se claro que a história apenas registrou os casos mais retumbantes, mas que, sem dúvida, os casos anônimos foram inúmeros.
Há, no final do diálogo, consideração elogiosa à justiça praticada pelo Tribunal da Santa Veheme. Convém lembrar que a Cena do Julgamento de Osíris não é o julgamento de Osíris, mas sim um julgamento feito por Osíris. Osíris não é julgado. É juiz!


1- A Santa Veheme

É conveniente dizer alguma coisa sobre a Santa Veheme, muito referida no Ritual do Grau 31 e por diversas vezes falada anteriormente. Sob todos os pontos de vista, a Idade Média foi um período de trevas para a humanidade. Muitos crimes hediondos foram cometidos em nome de ideais políticos pelo despotismo e até em nome de Deus, como foi o caso da Inquisição. Condenava-se por crimes de idéias e de pensamento e o obscurantismo e os erros grassavam. Para combater os verdadeiros crimes contra Deus, a Lei e a Honra, Carlos Magno ou Carlos I dos Francos criou o Tribunal da Santa Veheme, donde exaravam decisões rápidas e extremas.
Com o passar do tempo o Tribunal da Santa Veheme deturpou-se, caindo na ilegalidade, considerando alguns que continuou a atuar na clandestinidade.


2- Decoração do Templo do Grande Juiz Comendador

O Templo representa um tribunal, que é branco e sustentado por oito Colunas douradas. Tem o título de Soberano Tribunal, dividindo-se em duas câmaras: a Corte dos Verdadeiros Juízes e o Templo da Justiça.
Na primeira Câmara encontra-se o trono e diante dele uma mesa, tendo em cima dela uma Espada, uma corda e uma balança.
Na segunda Câmara, ao fundo, está a estátua de Themis, mãe da Eqüidade, Lei e Paz, que é uma deusa da mitologia grega.
Há também um quadro representando o Julgamento de Osíris, coberto por um véu. Resumidamente, o Julgamento de Osíris é o seguinte: Após a sua morte, o espírito do morto é conduzido pela Barca Solar, apresentando-se na Sala da Justiça, à presença de Osíris, para fazer o seu relato confessional. Após este ato, seu coração é depositado num prato da Balança de Osíris e no outro é colocada uma pena de avestruz, Símbolo da Deusa Verdade. A pesagem é presidida por Osíris e verificada por Hórus e Anúbis. O peso é anotado por Thot e Osíris pronuncia a sentença, Ísis e Nefites assistem à cena por trás de Osíris.
Caso haja absolvição, a alma do morto é absorvida por Osíris; caso contrário, a alma será devorada pelo monstro que de frente assiste a toda a cena. Participam do episódio descrito oito personagens e a lenda é muito detalhada no Livro dos Mortos.
O Tribunal é iluminado por 30 lâmpadas em três grupos de dez, ao Oriente, ao Ocidente e no centro, cada grupo arranjado num triângulo eqüilátero formado por filas de velas em quatro, três, duas e uma. A Themis da mitologia grega é considerada a Deusa da Justiça e aparece em muitas representações com os olhos vendados, simbolizando a imparcialidade da Justiça. Traz nas mãos a espada e a balança.


3 - Insígnias do Grau de Grande Juiz Comendador

Em Sessão do Grau 31 os Irmãos não usam Avental algum. Em visitas a outras Lojas de Graus inferiores podem usar um Avental do Grau visitado ou um Avental branco, trazendo na abeta uma cruz teutônica. Usam também um colar branco, tendo bordado um Triângulo radiante trazendo inscrito o número 31. Pendente, uma Jóia de prata, que é uma cruz teutônica.


*
*    *